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Algumas considerações sobre Orientação
Vocacional
pela psicóloga Luciana Domingos
Orientação vocacional o que é isso?
Quando se pensa em orientação vocacional, pensa-se
em um profissional que me dirá para que sirvo, para que
curso tenho que prestar o vestibular e em que tipo de trabalho
e área eu me daria bem. Será que é algo assim?
Por que é tão difícil decidir?
Primeiro gostaria de explicar o termo e um
pouco do possível “peso” que
existe nele. Vocacional vem de vocação que tem como
um dos significados a predestinação. Você estaria,
então, decidindo o que já está pré-destinado
a você, algo que você teria nascido para ser ou fazer.
Desta forma, não caberia a você decidir e sim descobrir
o que já está determinado, mas a palavra vocação
tem como significado também a palavra escolha e é nesse
sentido que deveria ser entendida a orientação vocacional.
Com esse sentido, seria então uma opção, alternativa
sua e caberia, então, a você, seria de sua responsabilidade.
Isso não quer dizer que não seria difícil
mesmo assim, creio ser mais difícil por exigir que você se
coloque e pense no que quer ou não para você, pense
no que gosta e no que não gosta. Isso também não
quer dizer que você não sofreria as mesmas pressões
de familiares, de amigos entre outras influências deste momento.
Então qual a diferença? Justamente você! O
que você quer e não o que dizem que é melhor,
ou está pré-determinado a você. Nesse sentido,
a orientação trabalha com as suas escolhas, gostos
e influências. Busca clarear tudo o que está envolvido
neste processo e com uma maior clareza é possível
perceber o que você quer, a sua escolha e as suas conseqüências.
A orientação profissional com
abordagem fenomenológica é diferente
do trabalho com testes por priorizar a escolha do individuo, seus
riscos e responsabilidade frente à situação
e não o resultado de um teste que tira a responsabilidade
e autonomia da pessoa. Ela é feita através de sessões
focais, ou seja, são sessões de psicoterapia focada,
especificadamente, na escolha profissional e desta forma é mais
rápida do que um processo terapêutico tradicional
. Entretanto , nas sessões são abordados também,
diversos assuntos e não só a escolha profissional,
apesar de tê-la como norteadora. É necessário,
portanto, saber um pouco da vida, das relações, saber
um pouco do modo-de-ser para que seja possível compreender
o sentido das coisas e assim clarear a decisão, ampliando
a possibilidade da escolha. Nessa perspectiva prefiro denominar
o trabalho como orientação profissional, ou seja,
orientá-lo na busca de sua escolha profissional e não
vocacional.
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